Sociedade civil promove discussão alternativa a encontro do BRICS

Raony Pinheiro, advogado na SDDH e coordenador do Programa de Acesso à Justiça – Internacional da entidade, é nosso representante no encontro da sociedade civil.

Via Agencia Pulsar

Enquanto chefes de Estado do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reúnem durante a 6ª Cúpula do BRICS em Fortaleza e Brasília para discutir a agenda do crescimento econômico e a criação de um banco de desenvolvimento multilateral para as nações, representantes da sociedade civil organizada dos cinco países realizam discussão em paralelo. Na capital cearense, o evento Diálogos sobre desenvolvimento – Perspectivas dos povos sobre os BRICS debate a lógica oficial e suas alternativas.

O objetivo é discutir as implicações da consolidação do BRICS para as sociedades que dele participam e constituir um processo de diálogo permanente e uma ação comum com organizações, movimentos e redes parceiras dos países do bloco.

As vozes paralelas dos movimentos sociais sobre o BRICS defendem que se reforcem laços e iniciativas comuns entre si, com vistas a monitorar e incidir sobre o formato, mandato, objetivos e os projetos do novo banco, que será criado pelo grupo internacional. Para a organização do evento, é importante que o banco não se torne mais um instrumento de violação de direitos e injustiças sociais e ambientais, como é o caso de bancos nacionais.

Promovido pela Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip), em organização coletiva com diversos setores dos movimentos sociais, o objetivo é fomentar discussões para a construção de uma ação articulada das sociedades civis organizadas dos países do BRICS. O evento paralelo também pretende fortalecer alianças de lutas contra o atual modelo de desenvolvimento econômico, que tem sido marcado, segundo a organização, pelo saque dos territórios e violações de direitos de diferentes ordens.

Os cinco países abrigam quase metade da população e da força de trabalho do planeta; o território somado entre os membros do bloco ocupa 26% da área de todo o mundo; e em 2009 o Produto Interno Bruto (PIB) já representava 14% do valor mundial. (pulsar/adital)

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