Defender a Vida é uma Ameça no Pará

Defender a Vida é uma Ameça no Pará

 

A luta por Reforma Agrária no Pará gera conflitos e criminalização dos movimentos sociais. No dia 13 de março, ocorreu audiência de instrução e julgamento do processo de criminalização do Padre José Amaro Lopes de Souza. A SPDDH faz o acompanhamento jurídico do processo. Este caso é mais um exemplo conflitante na Amazônia.

Para o advogado da SDDH, Antônio Alberto Pimentel esta foi a audiência em que se ouviu mais duas testemunhas e o padre Amaro. Nesta audiência o religioso expôs sua versão sobre os fatos e foi um momento importante, porque até o momento só existia a versão dos fazendeiros.

Padre Amaro pode nesta audiência narrar tudo como aconteceu até sua prisão preventiva, relatou as perseguições no período que atuava junto com Irmã Dorothy Stang, missionária e agente pastoral da Comissão Pastoral da Terra, assassinada em fevereiro de 2005 a mando dos fazendeiros da região.

Padre Amaro é acusado de extorsão e de criar com Irmã Dorothy uma organização criminosa na região. Estas versões deturpam os conflitos de terras na região. Dizem que as ocupações de terras na região são motivadas pelo padre.

No dia 27 de março de 2018, padre Amaro Lopes teve prisão preventiva decretada pelo juiz da região ficou após meses preso, mas através das diversas mobilizações dos religiosos e ativistas dos direitos humanos poderá responder ao processo em liberdade.

Na avaliação de Pimentel a acusação até o momento não se conseguiu provar nada “Não há nada que incrimine de fato” avalia o advogado.  O religioso sempre atuou nas denúncias contra os fazendeiros da região, nas alertando as autoridades as violência contra os trabalhadores rurais e por isso, várias denúncias contra a CPT (Comissão Pastoral da Terra) foram apresentadas pelos fazendeiros. Há muitos anos são feitas investidas contra o defensor na região.

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