A Marcha das Mulheres Negras em Belém de Pará.

Cristivan Alves

 

Por Fatima Matos e Cristivan Alves

Pela Vida das Mulheres Negras e Pelo Bem Viver, ocorreu nesta Quinta-feira dia 25 de Julho, no bairro do Guamá em Belém- Pará, a Marcha das Mulheres Negras.

O ato foi realizado pela, Coletiva Nacional Antiracista da AMB/ FMAP,  Rede de Mulheres Negras da Amazônia, Cedenpa, Rede Sapato Preto, Sacerdotisas de Religiões de Matriz Africana e contou com as falas de mulheres feministas que lutam por direitos, contra o racismo, capitalismo, machismo e todas as violações dos Direitos Humanos da População Negra.

Para a organização, no “Julho das Pretas”, 25 é o dia nacional de visibilidade das lutas, por esperanças de dias melhores onde a classe politica reconhecerá a constituição brasileira como berço de todos os direitos. Realidade essa que para elas não estão identificadas na nossa realidade atual.

“O protagonismo das mulheres negras da Amazônia leva a pensar, querer e ver de fato e de direitos, mães que não mais chorem sobre os corpos de seus filhos e filhas motivados pelo ódio racial e de gênero, que não reduzam sua expectativa de vida social, econômica, de saúde com segurança em seu contexto mais amplo possível de serem alcançadas” diziam as realizadoras da marcha.

“As mulheres da Amazônia se energizam cada vez mais com a capacidade de existir na resistência aos fundamentalismos religiosos, à intolerância a orientação sexual protagonizada pela população LGBT, grita, brada contra os ajustes econômicos que tem precarizado os serviços de saúde e educação, as mulheres negras da Amazônia. Não queremos nossos filhos aumentando os índices de encarceramento pela ausência de uma politica publica penitenciaria que possibilite a recondução ao convívio social com efetivas possibilidades de garantias ao trabalho e sistema de educação alcançáveis sem racismo institucional, cultural e social” alertavam as participantes.

Durante a caminhada pelo bairro periférico de Belém, onde ocorreu recentemente uma chacina onde onze pessoas (http://sddh.org.br/?p=2185) e teve grande repercussão nos meios de comunicação. As militantes sociais iam dialogando com a população e denunciando através de um carro de som todos os aspectos que incidem para o enfrentamento às violações de direitos que há mais de 200 anos cercam a vida da população negra do norte, desde no período escravagista e pós-falsa abolição.

Os marchantes diziam caminhar contra um governo, onde não cabem mais barbáries ditas como “democracia”, que as mulheres ribeirinhas, quilombolas, do campo, da cidade e da floresta não admitem modelos de subdesenvolvimento impedindo o acesso à justiça, qualidade na existência e pleno bem viver.

Viva Teresa de Benguela, Viva às mulheres, na luta sempre!

Cristivan Alves

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