“Roda de conversa Belo Monte Terra Indígena Autodemarcação, o protagonismo das mulheres na luta por justiça social na Amazônia”

          

 

              A roda realizada pela Central Sindical e popular, no sindicato dos trabalhadores da Construção Civil de Belém ocorreu na última sexta-feira dia 02 de agosto de 2019. A “Roda de conversa Belo Monte Terra Indígena Autodemarcação, o protagonismo das mulheres na luta por justiça social na Amazônia”, contou com a participação da Alessandra Munduruku e Antônia Melo. As defensoras dos direitos humanos, falam dos desafios que tenham que enfrentar diante das políticas apresentada pelo governo de Bolsonaro que ataca as comunidades tradicionais e das crise no município Altamira e no estado do Pará.

            Alessandra falou que seu povo é dono da Terra, como verdadeiros donos das terras na história do Brasil, os povos tradicionais resistem há mais de 500 anos. “Não é “a polícia militar, não a polícia civil e nem a federal que vai dizer o que eles tenham que fazer em nosso território” afirma.  A indígena cita também da ação democrática feito pelas aldeia e o respeito ao Cacique e diz que “pesquisadores para entrar na área tem que consultar o cacique, para ele liberar a pesquisa”.

            Ela fala também comentou da luta dos indígenas para manter a mata em pé, protegendo contra os madeireiros. “Agora recente a gente conseguiu expulsar os madeireiros que estavam na nossa terra. Será que é só a gente que tem que fazer alguma coisa, será que é só nós que temos que fazer isso, fizemos tantas denúncias para CMBIO, para IBAMA e eles não fizeram nada a única coisa que eles vão fazer é buscar nossos corpos lá?” questiona.

            Ela também declarou que tem feito várias denúncias contra as invasões e sua contribuição perante a defesa do que acredita e de sua aldeia de seu povo. Afirmou que não vai se calar de antes de seu povo está sofrendo. “Não tenho medo das ameaças, que se me matarem vai nascer mais, vai brotar mais. Eu tenho que fazer minha parte e acho que todos tem que fazer sua parte” define a índia Muduruku.

            As defensoras também relataram as precariedade ambiental causada pelo garimpo na região: “As nascentes dos rios não se acha mais água limpa para beber, as ferrovia, as hidrelétricas todos elas levam prejuízo para nós, o garimpo leva droga para o território” denunciam.

              Antônia Melo do Movimento Xingu Vivo Para Sempre falou da importância da Articulação de redes dos movimentos sociais para que os defensores e defensoras possam continuar resistido, insistindo, persistindo. “Precisamos junto fazer esse novo desarma o estado, não só das armas, mais também esse consentimento do governo federal com os grandes projetos que o governo que jogar em cima de nós” destaca a defensora.

                A Questão da violência do estado, Antônia Melo cita um tipo de violência contra a população de Altamira que sofre com pouco investimento em políticas públicas no município.

“ Violência do estado no saneamento que é precário e da violência letal que estado comete com a juventude, é o estado que mais mata adolescentes e jovens e os movimentos precisam unificar suas lutas” disse a militante.

            “A problema de Altamira não é só de deste município mais sim de todos  nós que a criminalidade está aumentando, a prostituição cresce também, nós precisamos enfrentar ação deste governo”. Conclui as participantes.

 

 

Foto e Texto: Cristivan Alves

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