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Manifesto do dia dos Jornalistas


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Neste 7 de abril de 2020 queremos destacar o imprescindível trabalho da  imprensa que foi listada como um dos serviços considerados essenciais e, deste modo, @ profissional jornalista que todos os dias busca informar a população, combate as notícias falsas que insistem em se propagar nesse período de pandemia do novo coronavírus e pelo seu árduo trabalho de divulgar informações sobre a doença.

 

            Parabéns aos jornalistas comprometidos na luta por direitos humanos e fortalecimento da democracia. Atualmente estes profissionais são que mais sofrem ataques e dezenas de agressões do presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro.

 

            No dia do Jornalista, entidade, jornalistas e pesquisadores da profissão se manifestaram contra os ataques que o profissional do jornalismo sofre, com a atual presidente da república Bolsonaro, acompanhe algumas manifestações feitas pela entidade responsável pelo jornalista:

            Segundo o monitoramento da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) somente no primeiro trimestre deste ano foram 141 episódios em que o presidente da república se pronunciou contra o jornalismo, o que supera o número de ataques do presidente à imprensa registrados em todo o ano passado.

 

            Neste dia queremos indicar a cartilha de proteção a jornalista. A “Cartilha Aristeu Guida da Silva: Proteção dos direitos humanos de jornalistas e de outros comunicadores e comunicadoras” nela se recomenda que os agentes do Estado não devem adotar discursos que exponham jornalistas a maior risco de violência ou que aumentem sua vulnerabilidade.

 

            Nela também afirma ainda ser essencial que as autoridades “reconheçam constante, explícita e publicamente a legitimidade e o valor do jornalismo e da comunicação, mesmo em situações em que a informação divulgada possa ser crítica ou inconveniente aos interesses do governo”, absolutamente o contrário do que faz Jair Bolsonaro desde o início de seu mandato como chefe de Estado.

 

            O jornalista, professor e pesquisador Luiz Artur Ferraretto diz em sua rede sociais que: ”Somos um incômodo. Uma irritação. Estamos exatamente no ponto contrário ao de qualquer fanático. O que veiculamos irrita. Em especial, quando a notícia ou a opinião apresenta amplo embasamento. Então, irritamos mais ainda, porque o fanático sabe que o dito, o escrito ou o mostrado por nós é a verdade. Ao contrário do pretendido por outros igualmente fanáticos, temos a obrigação de fugir da militância. Quanto mais nos aproximamos dela, mais nos distanciamos do jornalismo. É o nosso drama constante entre o ser jornalista e o ser cidadão sem deixar de ser humano. Temos direito a alguma militância? Sim, mas não podemos nos deixar levar por ela. Se acreditamos em alguma ideologia ou em alguém e essa ideologia ou esse alguém se corrompem, mentem ou atacam os direitos humanos, só temos uma saída. Precisamos denunciar o fato, aquela atitude incorreta, sustentando o dedo acusador da sociedade. Isso incomoda muita gente, especialmente em momentos de crise como o de hoje. Sob governos democráticos e coerentes. Sob governos autoritários e irresponsáveis. Nunca seremos extintos como querem os fanáticos. Na realidade, ressuscitamos ontem, hoje e amanhã. Mesmo que nos calem por décadas, seguimos vivos como o verde a teimar sobreviver nas gretas do asfalto. Nem precisamos de uma chuvinha para ganhar viço. Nós nos alimentamos do incômodo provocado e da irritação suscitada nos fanáticos. Somos os jornalistas brasileiros e nosso dia é todo dia, 365 vezes por ano, 366 vezes nos bissextos.”

            A professora, pesquisadora em comunicação da Universidade Federal do Pará e jornalista Rosaly Brito “O estudioso francês Maurice Mouillaud, cujo trabalho admiro muito, contrapõe-se à maneira como os estudos do jornalismo, ao longo do tempo, tenderam a separar a forma, a materialidade do jornal, do chamado "conteúdo" jornalístico, que remete à metáfora de uma caixa, em que o objeto está contido. Na contramão dessa visão, Mouillaud afirma que o discurso do jornal não está solto no espaço, e sim envolto em um "dispositivo" e este, por sua vez, não é uma entidade técnica, estranha ao sentido. Não é um simples invólucro inerte, ao contrário, predispõe o sentido.
Conforme o autor, os dispositivos são encaixados uns nos outros. E "o jornal pertence à rede de informações que começou a tecer-se em torno do nosso globo no século passado (referindo-se ao século XIX) e que o envolve em um fluxo imaterial que está em perpétua modificação. Uma rede que impõe ao mundo não apenas uma interpretação hegemônica dos acontecimentos, mas a própria forma do acontecimento" (2012).
Neste 7 de abril, Dia do Jornalista, vemo-nos diante de uma rede de informações formada ao redor do globo terrestre, que nos atualiza permanentemente e impõe para nós a forma do acontecimento "pandemia", um dos mais ameaçadores da época contemporânea. Claro que nessa rede, como em todas as demais cuja matéria-prima é o discurso, há disputas, atravessamentos, jogos de poder, imposturas. Mas a informação que consumimos diariamente em uma escala e intensidade poucas vezes vistas, assume um papel central porque, no limite, torna-se indissociável da defesa da própria vida. Não qualquer informação, e sim aquela produzida segundo rigor e critérios profissionais.
Tão achincalhado e vilipendiado pelo presidente do Brasil, que o elegeu como um de seus alvos preferenciais nas suas descomposturas diárias, o jornalismo volta a ocupar o centro da cena em tempos de pandemia. Vorazmente consumimos e precisamos de informação confiável para nos guiar em meio a esse cenário devastador. Por isso, louvemos os bons jornalistas e o bom jornalismo neste dia. Lembrando que o bom jornalismo será sempre aquele que é uma pedra no sapato dos que ocupam os lugares de poder na sociedade”.

 



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