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Quilombo do Igarapé Arirá, no Enfretamento ao COVID – 19


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Por Cristivan Alves Texto e Fotos

Na última sexta-feira, do dia 22 de maio, foram distribuídas cem cestas básicas e máscaras no quilombo do Igarapé Arirá. A ação promovida pela Sociedade Paraense de Defesa do Direitos Humanos – SDDH e a Associação Remanescentes de Quilombo do Igarapé Arirá – ARQIA. As entregas foram feitas nas casas dos moradores do quilombo.

O Quilombo do Igarapé Arirá, com sua população que vive há mais de cem anos neste território, de homens e mulheres que moram na margem do igarapé e lago do Arirá, no município de Oeiras do Pará, vivem do cultivo da terra (produção da farinha de mandioca) e das práticas da caça e da pesca para se manter.

A criação da Associação Remanescente Quilombo do Igarapé Arirá – ARQIA foi criada em 2014, é a administração política desta população que luta em defesa dos interesses dos moradores, sócios ou não da ARQIA, principalmente por políticas públicas para o Quilombo e em torno. Em 2016 a fundação Cultural Palmares certificou o Arirá como Remanescente de Quilombo.

A campanha de solidariedade às famílias em situação de vulnerabilidade diante da pandemia da COVID-19 da SDDH no quilombo do Arirá foi importantíssima. Para receber os produtos e as máscaras, os moradores fizeram um cadastro feito junta à coordenação da ARQIA.

Os quilombolas do Arirá vivem sobre o isolamento social, há mais de um século. Histórias de fuga dos cativeiros, das correntes, dos engenhos de cana-de-açúcar fazem parte das narrativas dos moradores. Agora neste século XXI o mundo, o país e o Pará passam pela grave crise sanitária e o aprofundamento da crise econômica causada pelo novo coronavírus, contexto que afeta as comunidades mais vulneráveis, incluindo os quilombos devido ao isolamento de todo seu território.

Em uma sociedade em que o racismo estrutural esteve sempre presente e a população quilombola não tem acesso à saúde nos seus territórios para atendimentos emergências. Assim como a educação, pois a escola mais próxima do quilombo está há duas horas do quilombo. E onde não há energia elétrica, com exceção de duas casas que tem gerador a diesel, ações como estas são bem vidas.

Para a presidenta da ARQIA Cristielem Silva Alves, o Quilombo do Arirá sempre enfrentou muitas dificuldades de sobrevivência já que as políticas públicas são rara aos quilombolas. “Perante este cenário atual de pandemia, ficou mais escassa nossa alimentação, mas isso não impede que seus moradores sonhem com dias melhores. O sustento de suas famílias ficou mais difícil, mas continuamos acreditando em boas ações como esta da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos – SDDH, que forneceu a cada família uma cesta básica” diz Alves.

A liderança finaliza agradecendo: “Nesse momento de crise foi muito importante para os moradores do quilombo do igarapé Arirá essas doações, muito obrigada”! Agradeço a Deus e que vocês sejam iluminados a cada dia de vida! Que a coordenação, conselheiros e técnicos da SDDH, que sejam cheio de vitórias”.

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