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ETAPA 2 DA CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE DA SDDH E PARCEIROS.


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            Etapa 2 da Campanha de Solidariedade as Famílias em Situação de Vulnerabilidade Diante da Pandemia da Covid-19. Lideranças dos movimentos sociais realizaram momentos de envio de 300 cestas básicas, organizadas pela rede de solidariedade do Pará, Movimento Sem Terra – MST e Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos- SDDH. A cerimônia de entrega aconteceu na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil- CNBB, no dia 25 de julho de 2020.

 

            As participações dos representantes de alguns movimentos e povos como os representantes das Associações dos Estudantes Indígenas -  APYUFPA; Lébiscas Gays Bixessuais Transsexuais Queer - LGBTQ+; Fórum de Mulheres Paraense – FMP; Centro de Defesa do Negro do Pará – CEDENPA; Grupo de Mulheres Prostitutas do Pará – GEMPAC; Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos – SDDH; MST e Comissão Pastoral da Terra- CPT.

 

            

 

           

             As falas das lideranças iniciam-se com a liderança das mulheres da Direção Nacional do MST (Jane Cabral) que diz: “É um ato de rebeldia à burguesia, ao estado e a miséria...”. O Coordenador geral da SDDH e Advogado Marco Apolo Leão, diz que: “existe muita gente passando fome no Brasil e aqui mesmo em Belém, por exemplo as/ os profissionais do sexo passando fome e o governo não faz nada pra combater isso, mas que nos trás e partilha e afeto”.  Marco frisou que a importância de ajuda aos povos indígenas e povos da Amazônia que sofrem ataques do presidente Bolsonaro, diz que: “a gente sabe, temos um inimigo incomum que é o Bolsonaro que declarou guerra contra os indígena e Amazônia”.  A liderança indígena Rodrigo Wai Wai, que recebera 40 cestas básicas para distribuir para estudantes indígenas, conta os desafios que vem passando: “Nesta pandemia nosso povo está sofrendo, a tristeza que nossos anciões estão indo, a gente está lutando contra isso, a gente estamos fazendo de tudo para sobreviver lá”. 

 

            A campanha destinou 50 cestas básicas para o GEMPAC na presença da sua Coordenadora Lurdes Barreto que diz: “É um movimento que sofre muito, instinto de preconceito, de descriminação, nós temos vários segmentos da sociedade, várias prostitutas sendo vítimas da violência. É uma violência velada, muito grande contra nós, estamos organizada politicamente, desde 1987, somos a primeira rede fundada na América Latina, que vem lutando pelos seus direitos, pra mim o Movimento Sem Terra, é um dos maiores movimentos da história do mundo, é um movimento de resistência, é um movimento que pensa, que é solidário com todas as pessoas”.

 

Quando se defende os direitos humanos, a SDDH acolhe e luta pela diversidade, e os grupos que são excluído da sociedade como LGBTQI+ que vem sendo exterminado, que foi contemplado com 50 cestas básicas, o Secretário Geral do Movimento LGBTQI+ do Pará, Beto Paes fala da importância de receber as cestas e frisa: “O movimento LGBTQI+ acampou uma campanha nesse momento de pandemia que se chama ‘parada solidária’, nessa campanha agente já conseguiu ajudar mais de 180 famílias de LGBTQI+, estamos muito contente e muito honrados em fazer parte dessa campanha, junto com a GRETA Grupo de Travestir e Transexual da Amazônia. É importante lutar e resisti diante do momento, retrocesso, do momento de saque dos nossos direitos. A gente é alvo deste governo retrogrado e conservador que retirar direitos todo tempo, que acaba com a vida de tantas pessoas, é dessa maneira que a agente enxerga essa atual situação. O momento agora é de se unir e de se fortalecer e resistir”.

 

 

 “Evidenciar os princípios dos direitos humanos a partir da “Declaração mundial” (Declaração Universal) que é a indivisibilidade que nem um direito possa estar apartado nós estamos agora nessa luta conquistada para saciar a fome, mas a fome também precisa ser saciada, com saúde, educação, com uma segurança ampliada, não do ponto de vista que a polícia pensa, que na verdade é insegura pra todos e todas nós.

 

“O outro elo importante dos direitos humanos é a irrenunciabilidade e hoje que eu vejo que a população do Brasil, principalmente agora nessa tal conjuntura política. Ela está sendo obrigada a renunciar os seus direitos... Deveria está garantindo a renda não mínima e nem básica, uma renda equânime, equitativa, é muito ruim nessa época de pandemia, você está renunciando a vida, não tem respiradores, medicamentos, hospitais, isto nacionalmente o que a mídia está colocando”.

 

 

 “Nesse âmbito dos direitos humanos onde nós estamos obrigada a renunciar os direitos, isso não é direito, é uma barbárie, que agora está sendo colocada pelo atual governo, dentro do campo da democracia”, diz a Coordenadora de formação da SDDH, militante negra pelo CEDENPA, feminista Fatima Matos.

 

            Padre Paulinho que recebe homenagem de seu aniversário, que leu a carta enviada do Vaticano II pelo cardeal Jesuíta Michel Czerny, acompanhe o que diz a carta: “Em nome do Papa Francisco e também em meu, queremos manifestar a nossa alegria pelo gesto bonito de distribuição de alimentos que as famílias da Reforma Agraria no Brasil estão realizando neste tempos da COVID- 19. Esta pandemia traz muitas dor e sofrimento em todo o mundo, sobre tudo às pessoas mais pobres e excluídas. Partilhar os produtos da terra para ajudar as famílias necessitadas das periferias das cidades é um sinal do Reino de Deus que gera solidariedade e comunhão fraterna”.

 

            “Quando jesus viu as multidões famintas encheu- se de compaixão e multiplicou os pães para saciar a fome do povo. Todos se alimentaram e ainda houve sobras (Mc 6, 36 – 44).  A partilha produz vida, cria laços fraterno, transforma a sociedade. Desejamos que estes gestos de vocês se multipliquem e anime outras pessoas e grupos a trazerem o mesmo, pois “Deus ama a quem dá com alegria” (2 Cor 9,7)”.

            “Pedimos a Deus pai que derrame sua benção sobre os produtos que vocês estão partilhando e que ele abençoe também a todas as famílias que doaram e aquelas que vão receber os alimentos. E que o Espirito Santos vos proteja do vírus da COVID- 19, vos dê coragem e esperança neste tempo de isolamento Social! E neste dia dos agricultores, que o nosso Bom Deus proteja e abençoe todas as famílias que trabalham na terra pela partilham na terra e lutam pela partilha da terra e pelo cuidado de nossa casa comum!”

 

            A SDDH que defende a vida na Amazônia e luta em defesa dos direitos dos oprimidos e marginalizados (direitos humanos), está sempre na linha de frente ao combate ao novo Coronavírus, resistindo contra o governo opressor (Bolsonaro) que não cria política de combate (pandemia) a fome neste período de crise (do capital e sanitária) que o mundo passa.

 

#Resitiréprimeiropasso!

#Diretoshumanos!

#Nenhumdireitoamenos!

 

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