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Vacina contra o Covid-19. Direito não se negocia.


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Por Mauri Cruz

 

O ano de 2020 iniciou com um fenômeno inédito, a pandemia do Covid-19. Independente da opinião sobre as origens desta crise sanitária mundial, não há dúvidas que esse contexto alterou completamente o comportamento da humanidade. Num primeiro momento, a maioria dos governos aderiu as propostas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e subordinou as agendas econômicas à proteção da vida. Com a parada da economia, a grande maioria também iniciou com medidas de renda mínima emergencial e a aprovação de orçamentos especiais para o enfrentamento da pandemia. Um vírus novo, exige estudo e medidas novas. As áreas científicas se jogaram a entender como ele funciona e como pode ser combatido. Inicialmente, o mundo aceitou as restrições, mas, aos poucos, os setores econômicos foram impondo sua agente e defendendo a flexibilização. De lá para cá, são mais de 65 milhões de infectados e de 1,5 milhões de mortes em todo o mundo[1]. Infelizmente, estamos encerrando o ano de 2020 com a curva de infectados e de mortes em crescimento.

 

Como diz a nota pública da Abong, a pandemia do coronavírus demonstrou de forma cabal e inquestionável que os seres humanos habitam uma mesma casa e que precisam conviver em estreita relação de equilíbrio com os demais seres vivos. A quebra desta harmonia causada pelo atual modelo de desenvolvimento centrado no lucro, gera graves impactos sociais e ambientais podendo inviabilizar as condições de manutenção de vida no Planeta Terra. Atualmente, há várias crises em gestação. Esta última, a sanitária, é apenas uma dentre todas as demais que a humanidade precisa enfrentar.

 


Por isso, até que haja a vacina, a medida que se impõe é a adesão coletiva, consciente e responsável de toda a humanidade e de seus governos as medidas de prevenção ao contágio através do isolamento social voluntário, da testagem em massa e o isolamento compulsório dos contaminados, do uso de máscaras e de medidas de higienização nos locais e situações em que a circulação de pessoas se fazem necessária.

Mas a solução é a vacinação de todas as pessoas, única forma de garantir a erradicação da doença do Covid-19. Neste particular é sabido que, ou todos estaremos protegidos ou ninguém estará. O que defendemos é que a vacinação é um direito de todas e de todos e não pode ser mediada pela lógica do lucro em detrimento da vida e das pessoas. Usar o acesso da vacina como mercado é inaceitável. Por isso, como Abong, lançamos campanha nacional em defesa do direito a vacinação universal, gratuita e coordenada pelo SUS. Neste sentido, o apoio da aprovação do PL 4162/2020[2] apresentado por dezenas de parlamentares de vários partidos que garante a coordenação do SUS para a aprovação das vacinas e da estratégia de acesso a toda população.

 

Não há contradição entre a defesa da vida e da economia. E, sem sobrea de dúvida, a vacinação pública, universal e gratuita é a melhor solução para que se garanta a retomada das atividades econômicas. Neste particular o ideal seria que não voltássemos ao modelo econômico que subordina a vida aos interesses econômicos e sim que colocassem a economia social e solidária, ambientalmente sustentável e socialmente justa é a melhor saída para um futuro equilibrado da humanidade com nossa mãe Terra.

Foto do cotidiano de Belém-PA -Bruno Cecim - Ag. Pará - Fotos públicas Vacina contra o Covid-19. Direito não se negocia




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