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MOCAMBO CONTRA O 13 DE MAIO


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            Por Mocambo

           Atos mocambeiros no13 de maio responsabilizam a abolição como um acontecimento que marginalizou e abandonou os negros escravizados no momento em que  ocorreu e os que já se encontravam em “liberdade”, deixando todos sem nenhum direito e na marginalidade que vivem até o presente.

            O MOCAMBO reage à banalização, a vulgarização e o abandono da população negra e pobre, antes e durante a pandemia fazendo com que um número excessivo de mortos e a violência urbana das polícias e entre grupos de populares em todo o Brasil, por isso nossas manifestações em vários municípios do Pará.

1.      O que foi o 13 de maio para o MOCAMBO?

O abandono de negras e negras após a abolição reflete na desigualdade e o racismo estrutural e institucional, muito forte no presente. E que mata milhões de negras e negras, nesses 133 anos que nos distanciam da abolição oficial da mais longa escravidão da história da humanidade.

A Lei 3.353 conhecida com lei Aurea composta de dois artigos, foi a forma que Dona Izabel na ausência de seu pai o imperador D. Pedro II para libertar os escravos em oposição ao primeiro movimento social criado por negros e aliados, denominado com “Movimento Abolicionista”.

            “No dia 13 de maio de 1888, o Senado se reuniu para discutir a lei da abolição que saiu aprovada. Imediatamente, o documento foi levado para o no Paço da Cidade do Rio de Janeiro, onde a Princesa Isabel, como regente do império, aguardava para sancioná-la” (Bezerra, 2020).


 

   2. O que são os atos do 13 de maio de 2021 realizados pelo MOCAMBO?

            São uma tentativa de levar uma comunicação social acessível a negras e negras e a sociedade em geral sobre a situação da população negra na contemporaneidade e na atualidade frente aos racismos, as discriminações e a desigualdade racial no Brasil.

Tratar da exclusão de negras e negras no mercado de trabalho; da violência policial contra a população negra em especial a juventude; da violência contra a mulher negra; do machismo; da exclusão educacional, etc.

            Todas essas violências nasceram no decorrer de mais de 4 séculos de escravidão e se fortaleceram após o escravismo e, hoje, são tão cruéis capazes de serem consideradas como genocídio da população negra.

3.Que resultado o MOCAMBO pretende obter com essa ação coletiva?

            Uma comunicação de aproximação com a sociedade local. Uma reflexão mais comunitária entre as pessoas contra o racismo e a violência contra mulheres, jovens, crianças e pessoas glbtqi+.

            E uma cobrança ao poder público local para a criação de espaços governamentais ao estabelecimento de políticas públicas à população negra.

O que acontece!

133 anos de sofrimentos, precisamos virar esse jogo; Somos 56% da população brasileira, 77% de Ananindeua, 73% de Belém, tudo marginal; Somos a força de trabalho que criou o “modo de produção escravista” para enriquecer os ”barões do café” e seus familiares que deram origem a classe dominante e a elite branca brasileira; Somos negros urbanos, negros afroreligiosos, negros quilombolas e os que nada tem em seu favor. 70% de jovens são assassinados no Brasil, entre os mortos em Jacarezinho a maioria era negro.

Foto: Cristivan Alves

Referência

 

Lei Áurea. Disponível em: Acesso em: 10 de maio de 2021;

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