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TODA A SOLIDARIEDADE AO POVO MUNDURUKU, SEUS CACIQUES E CACICAS, À WAKOBORUN E MARIA LEUSA!


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TODA A SOLIDARIEDADE AO POVO MUNDURUKU, SEUS CACIQUES E CACICAS, À WAKOBORUN E MARIA LEUSA!

A Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos- SDDH vem a público manifestar com profunda consternação, revolta e indignação em relação aos recentes acontecimentos na Aldeia Fazenda Tapajós, causa-nos preocupação a situação das Lideranças indígenas Leusa Munduruku, Clemildo Cosme e Isaura Muo, que tiveram suas casas atacadas e queimadas por garimpeiros e seus aliados.

Esse crime aconteceu após o início de uma operação de forças federais na região, em atendimento a ordem judicial para a retirada de equipamentos de garimpo da terra indígena. Trata-se de mais uma retaliação pelo fato das associações indígenas, Associação Wakoborun e os caciques terem feito denúncias da destruição provocada pelo garimpo ilegal em suas terras, patrocinadas principalmente pelo grupo Boi na Brasa, cujos integrantes tiveram sua prisão preventiva decretada.

Por diversas vezes, a SDDH e Associações indígenas manifestaram oficialmente a Secretaria de Segurança Pública do Estado, assim como as Polícias Civil, Militar, Polícia federal e o Governo Federal sobre as ameaças e outros crimes.

O Ministério público Federal chegou a pedir intervenção federal no Pará, embora o maior incentivador do garimpo em terras indígenas seja o Próprio presidente da república, o senhor Jair Bolsonaro (Sem Partido). Temos provas de todos os avisos, boletins de ocorrências e petições enviadas às diversas autoridades pedindo ações preventivas diante dessas ameaças.

De março a maio de 2021 foram realizados ataques à sede de 05 organizações indígenas, barcos foram saqueados, equipamentos das associações indígenas foram roubados e destruídos, as agressões contra caciques foram feitas sob o olhar cúmplice do poder público.

Nesta quarta-feira (26) mais um crime contra algumas das principais lideranças indígenas Munduruku. Destacamos que em 18 de maio de 2021, os membros das associações e o próprio cacique geral estiveram no MPF e Polícia Federal dando depoimentos. Na ocasião, mais de 10 lideranças relataram as ameaças, além de uma tentativa de rapto do cacique geral do povo Munduruku.

As terras indígenas são uma das poucas áreas preservadas no bioma amazônico. O recente avanço do crime organizado, de empresas e jagunços contra as lideranças Munduruku se dá principalmente pela resistência contra à invasão do Igarapé Baunilha e Rio Cururu, que ainda são áreas indígenas que o garimpo não conseguiu destruir. Em março de 2021 foi evitada uma invasão de garimpeiros ao Igarapé Baunilha, que contavam com forte aparato bélico aeronaves e máquinas.

Diversas organizações indígenas encaminharam ações ajuizadas para os organismos internacionais como a Organizações das Nações Unidas (ONU) e Organizações dos Estados Americanos (OEA) diante de tais violações.

Os setores do poder público, segurança pública e judiciário que prezam pela democracia e respeito à constituição, não devem ceder diante desses ataques. A sociedade civil não deve deixar nem por um momento as lideranças, caciques e o povo Munduruku sem o devido apoio.

Exigimos a prisão de todos os envolvidos nos ataques ao povo Munduruku e suas lideranças.

Queremos que a vida e a segurança das lideranças e caciques sejam garantidas e protegidas, que medidas urgentes sejam tomadas para barrar o garimpo e destruição das terras indígenas, e que autoridades envolvidas com estes grupos criminosos sejam investigados e afastados de suas funções.

Basta de crimes contra os povos Indígenas! Toda a solidariedade ao Povo Munduruku e seus caciques, à Wakoborun e Maria Leusa!



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