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Julgamento do Assassinato de Leila Arruda


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 Por Maria de Lourdes do Nascimento - MMCC

            O julgamento do caso Leila Arruda, na data de hoje marca um momento de esperança e consolo para os familiares da pedagoga e ex-candidata a prefeitura de Curralinho pelo Partido dos Trabalhadores (PT), em 2020. O feminicídio que vitimou Leila Maria Santos de Arruda. Hoje (08/10 - 23 meses após o fato), o júri se debruça sobre a condenação ou não do acusado ex-marido Boaventura Dias de Lima, no Fórum Criminal de Belém do Pará.

            Leila foi covardemente assassinada em sua própria casa, no dia 19 de novembro de 2020, pelo ex-marido Boaventura Lima. Ele não aceitava o fim do relacionamento, mesmo após três anos separados e, também, não aceitava que ela vivesse outro relacionamento, como ocorre nos casos de Feminicídio.

            Leila Arruda era pedagoga, tinha 49 anos e foi fundadora e militante do Movimento de Mulheres Empreendedoras da Amazônia (MOEMA). Militante orgânica filiada ao Partido dos Trabalhadores desde os 20 anos, Leila foi uma grande liderança política no seu município de origem - Curralinho/Pará, na região do Marajó.

            

O MMCC/Pa, junta-se aos demais coletivos e organizações de Defesa dos Direitos Humanos pela vida das Mulheres, e reitera sua indignação por este crime brutal, que tirou a vida de mais uma mulher. No ano de 2020 numa sequência desenfreada, como vem ocorrendo desde 2018 quando vimos os índices violência doméstica e Feminicídios aumentarem assustadoramente em todas as classes sociais, é inadmissível que as mulheres sejam reféns da violência de gênero provocada pelo machismo enraizado numa sociedade, que reproduz misoginia. Onde o maior número de vítimas são as Mulheres negras e com menor poder aquisitivo.

            Pedimos justiça para Leila, para  e todas as mulheres assassinadas diariamente no Pará e no Brasil. Não podemos admitir que a morte de Leila seja esquecida, assim como de muitas outras, exigimos que o Estado brasileiro implemente cada vez mais medidas capazes de diminuir violência que mata e silencia as vozes das mulheres. Justiça para Leila Arruda e pela vida das mulheres.

Foto: Cristivan Alves

#Basta_de_feminicídio

#Justica_por_Leila_Arruda

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