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NOTA DE APOIO E SOLIDARIEDADE


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Nós que assinamos esta nota manifestamos nosso apoio e solidariedade aos professores da Universidade Federal do Pará, Anderson Serra e Gilberto Marques que se posicionaram a favor da luta pela terra, como também de modo especial das famílias da Comunidade Flamingo, lotes 96 e 97, no município de Anapu.

Lutamos pela garantia dos direitos humanos, mormente do direito à terra. A Universidade Federal do Pará tem missão institucional e profissional de posicionar-se, assim como as educadoras e educadores engajados com a justiça social diante de ações criminosas contra os mais fracos de nossa sociedade e ainda mais frente à criminalização de iniciativas em defesa das vítimas de um sistema tão agressivo que não hesita de matar para defender os seus interesses.

É fundamental que a sociedade compreenda que a reforma agrária, apesar de ser o programa de tantos governos, na realidade não sai há décadas de promessa para angariar votos, mas na realidade não avançou em nada. Sai governo e entra governo e o sonho do “Bem Viver” para todos no campo e na cidade torna-se cada vez mais distante. É por isso que os profissionais de educação e de outras áreas que se posicionam em defesa da vida, dos direitos humanos e do meio-ambiente tem nosso respeito e apoio.

Em relação ao conflito agrário nos lotes 96 e 97 da comunidade Flamingo, solicitamos das autoridades urgência urgentíssima para resolver a situação intolerável. Que se tomem as medidas necessárias para resolver esse conflito e se garanta finalmente às famílias de agricultores o direito à terra, ancorado na Constituição Federal de 1988.

O município de Anapu é assolado por uma escalada de violência desde que se tornou município. A Irmã Dorothy Stang é apenas a vítima mais conhecida nacional e internacionalmente. Nos últimos dias lamentamos mais mortes violentas devido à ausência, omissão e inoperância do Estado e do aparelho de Segurança Pública.

Essa situação de violência em Anapu e região Trans-Xingu, faz-nos sentir coagidos, intimidados e com nossas vidas ameaçadas, cerceando o nosso direito de defesa daqueles que mais precisam. Não podemos ser vistos como criminosas e criminosos ou transgressores da lei só porque nos colocamos ao lado de trabalhadores e trabalhadoras da terra e por não concordamos com o latifúndio que por décadas vem fomentando a violência no campo e ceifando muitas vidas. Até quando, pelo Amor de Deus? Acreditamos que o Mal não pode vencer o Bem, por isso pedimos justiça. Altamira, 10 de dezembro de 2019.

71 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos Assinam todos os Movimentos Sociais da Região Trans -Xingu:
Sociedade Paraense de Direitos Humanos- SDDH
Xingu Vivo para Sempre
Mutirão pela Cidadania
SINTEPP- Subsede Altamira
Conselho Ribeirinho
Comitê em Defesa da Vida das Crianças Altamirenses
Movimento de Mulheres Trabalhadoras de Altamira
Centro do Negro e da Negra da Transamazônica e Xingu
Comissão Justiça e Paz da Diocese do Xingu
SINTEPP-Regional
Conselho Tutelar de Altamira
REPAM-Brasil Diocese do Xingu
Comitê REPAM Xingu
Coletivo de Mulheres Negras
ADUFPA- Associação dos Docentes da UFPA
CSP- CONLUTAS UFPA- Campus Universitário de Altamira
Fórum em Defesa de Altamira- FDA
Partido Socialismo e Sociedade- PSOL Altamira
Coletivo de Mulheres de Altamira Fundação Viver, Produzir e Preservar- FVPP
FETAGRI
ARCAFAR Casa Familiar Rural
Casa de Educação Popular
SINDTIFES- Sindicato dos Servidores Federais no Pará
Instituto Amazônia Solidária (IAMAS)
PSTU
STICMB-sindicato dos trabalhadores da construção civil de Belém
SINTEPP BELÉM
Sindipetro PA/AM/MA/AP



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