No dia em que celebramos a Amazônia, precisamos lembrar que sua defesa não é apenas sobre floresta e rios, mas também sobre os povos que resistem e a habitam.
No Quilombo do Carará – Oeiras do Pará (PA), uma enchente sem precedentes em 2025 deixou destruição e sofrimento. Moradores denunciam que a obra da rodovia PA-368 (TransMarajó), feita sem consulta prévia às comunidades quilombolas, pode ter alterado o curso das águas e provocado o alagamento. Plantações destruídas; Criações de animais perdidas; Saúde da comunidade em risco.

“Nunca tinha acontecido uma enchente como essa. Estamos vivendo algo que jamais imaginamos enfrentar aqui”, relata Maria Antonice no período da enchente, quilombola que vive há mais de 30 anos no território.
Neste Dia da Amazônia, lembramos que grandes obras sem diálogo e sem estudos de impacto ambiental ameaçam não só a floresta, mas também a vida de quem nela habita. O Quilombo do Carará reivindica: Estudos ambientais sobre a relação da rodovia com a enchente; Reabertura dos igarapés bloqueados; Apoio emergencial para alimentação e saúde; Respeito à Convenção 169 da OIT, que garante consulta prévia aos povos tradicionais.

A Amazônia não se preserva sem justiça social. A defesa dos quilombos é também a defesa da floresta!
Foto: Thiago Gomes
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